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Caiu a máscara de Bolsonaro - R. Santana
 
Meu amigo (a):

A máscara de pai da moralidade, representante máximo dos bons costumes e guardião da família brasileira do Sr. Bolsonaro, foi ao chão! Um processo movido por sua ex-mulher veio à tona esta semana pela revista Veja. Nesse processo de 2008, da 1ª. Vara de Família do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, ela o acusa de renda superior ao que ele recebia como militar da reserva e deputado federal, ocultação de patrimônio e renda à Receita Federal, roubo de cofre, ameaça de morte, disputa truculenta pela guarda do seu filho mais novo e, teve que fugir para Noruega...


Hoje, Ana Cristina Valle poderia ter um papel tão relevante quanto Thereza Collor e Pedro Collor na História do Brasil, todavia, sua ambição política foi maior do que, agora, seu discutível bom caráter, além de desmentir o documento que ela gerou, é candidata à câmara federal com o nome de “Ana Cristina Bolsonaro”. Será que essa oportunista, de caráter duvidoso, se elegerá? Não acredito que o povo carioca seja tão incauto!
Além das mazelas familiares desse cidadão que vieram ao público esta semana, o candidato a presidente, Jair Messias Bolsonaro, teve que lidar com seu franco atirador político, seu vice, o general Antônio Hamilton Mourão, criticou o 13º salário e adicional de férias e, atribuiu aos meninos desajustados das periferias à má criação de suas mães e avós. Se algum desavisado questionar que vice é vice, não manda, lembro-lhe que de Tancredo Neves pra que cá, três vices tornaram-se presidentes, portanto, o vice é um potencial presidente efetivo.
Por isso, não compreendo quando homens inteligentes, poetas, escritores, profissionais liberais, homens e mulheres do povo, empunham a bandeira de um candidato a presidente despreparado, falso moralista, preconceituoso, mulher tem que ganhar menos porque é parideira, candidato da bala, que durante 28 anos de deputado federal não fez nada, a família enriqueceu, ele enriqueceu, os filhos são políticos e têm cargos eletivos, enfim, todos mamam nas tetas do governo há anos e o povo paga suas contas.
Não defendo partido nem candidato, somos cidadãos livres, cada cidadão defende seu candidato de acordo sua consciência política, porém, não devemos no desespero, eleger falsos salvadores da pátria, lobos com pele de cordeiro, honestos duvidosos, homens de interesses inconfessáveis e promotores de ideias atrasadas que não se coadunam mais numa sociedade moderna.

Ele Não!!!

Atenciosamente, Rilvan Batista de Santana. São Caetano, Itabuna (BA), 29.09.2018


Rilvan Santana
Enviado por Rilvan Santana em 29/09/2018
Alterado em 30/09/2018
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